Quem mora no interior sabe que essas lendas não passam de meros casos REAIS!!!, pois para que as pessoas mentiriam coisas do tipo? Quem já ouviu os mais velhos contando causos sabe que filme de terror é brincadeira de criança perto dessas histórias. Conheço casos de parentes que moravam em roças e deram de cara com um Lobisomem comendo lavagem de porco e na intenção de saírem dali sem serem vistos pela fera pisaram sem querer em falso (To cagado só de contar), tomaram um capote e atraíram a atenção do monstro, que apenas encarou e em seguida pulou cercas correndo em uma velocidade extrema. Outros contam coisas piores, como por exemplo uma senhora que morava em um bairro próximo a minha casa no interior e estava sozinha na sala assistindo sua novelinha quando de repente sentiu algo estranho no ambiente e ao olhar pro lado viu olhos vermelhos a olhando pela fresta da janela. Mesmo sendo histórias de trinta ou quarenta anos atrás, a forma como é contada é o suficiente pra repensar se a noite as janelas devem ficar abertas ou portas sem trancar, ah e se existem janelas, que sejam pelo menos cobertas com uma cortina bem grossa e escura por cima, para quando ser fechada, esconder tudinho.
O interior é cheio de mistérios que só acontecem la e esse é o charme, pois dificilmente você ouve alguém contar que teve um contato com E.T.'s na Avenida Paulista, ou viu um Lobisomem na Sé ou então deu de cara com uma mula sem cabeça no Cristo Redentor (Não que você dê de cara com cem porcento de pessoas lindas, mas...); isso nunca vai acontecer e por incrível que pareça, todos que alegam ter visto algo do tipo estavam sozinhos e aí o mistério se torna mais interessante, pois a dúvida pela verdade é maior, porém é tão bem contada que não tenho certeza se existe alguma dúvida.
Minha avó, quando me via fazendo faltas de educação, contava uma história chocante que me fazia borrar todo e passar noites sem dormir (por sinal, acho que nos dias de hoje, poderia processá-la). Ela contava o seguinte:
"Era uma vez um menino com idade por volta dos dez anos que era muito mal educado e morava apenas com a mãe que ainda era jovem, na casa dos trinta anos. Essa mãe não tinha pulso o suficiente pra impor regras nele e sabendo que suas birras e vontades iam além da força da pobre coitada, abusava ao máximo e as vezes chegava até a bater nela. Mas uma bela noite ela colocou a criança pra dormir como sempre fazia e foi para o quarto repousar depois de um dia muito difícil e o corpo estava tão cansado que ela logo pegou no sono, mas não durou muito, ela ouviu um barulho de uma janela quebrando e sem alguém para acompanhá-la e ver o que ocorria seu corpo foi tomado por um calafrio arrasador que a fez ficar grudada na cama, mas como sabia que o filho dormia sozinho, respirou, fez uma oração e foi andar na casa pra descobrir o que havia acontecido. Passo por passo ela chegou até a sala, que estava muito escura e quando ascendeu as luzes deu de cara com um menino pequeno, de uma perna só, que usava uma touca vermelha e fumava um cachimbo e a encarando firme ele sacou uma corda e foi para cima dela pulando, a derrubou e deu-lhe uma surra e depois de bater muito foi em direção ao quarto do garoto, abriu a porta e sem pensar muito deu-lhe também uma surra com aquela corda; ambos ficaram muito marcados, mas antes de ir embora aquele ser parou em frente a mãe e disse:
Seu filho está se tornando um monstro e antes que isso aconteça resolvi abrir seus olhos, então a partir de hoje ou você vai educá-lo melhor ou virei visitá-los mais vezes.
E a mãe com lágrimas nos olhos apenas acenou com a cabeça e aquele ser se transformou em um grande pé-de-vento e desapareceu."
Quando ela me contou essa história pela primeira vez, fiquei sem dormir quase uma semana, mas passei a arrumar minha cama todos os dias, as vezes lavava a louça, arrumava a cozinha e fazia questão de mostrar para minha mãe, afinal, sabe-se lá se aquilo resolvesse me visitar; teria pelo menos algum argumento para não apanhar tanto. As pessoas mais velhas não tinham escrúpulos para conversar com crianças e falavam sem minimizar palavras, mas nem por isso vi nenhuma criança crescer revoltada.
Casos de mula sem cabeça nunca ouvi, mas no interior de Minas as pessoas costumam ver muitas luzes e existem muitas casas abandonadas que os moradores ao redor alegam serem mal assombradas e não existe nada no mundo mais emocionante do que entrar em uma casa dessas na madrugada na intenção de jogar adrenalina no corpo e sair as pressas caso desse de cara com algo. Mas apesar de tudo, nunca vi nada, apenas sabia o que as pessoas contavam, como casas com poços sem fundo, quintais que ao entrar não se conseguia sair, luzes ascendendo sozinhas, lençóis voadores, e por ai vai.
Quem não conhece histórias e lendas, é melhor repensar sobre a vida, pois não existe nada mais aterrorizante do que uma lenda bem contada, no interior, por uma pessoa mais velha e de preferência na madrugada.
O interior é cheio de mistérios que só acontecem la e esse é o charme, pois dificilmente você ouve alguém contar que teve um contato com E.T.'s na Avenida Paulista, ou viu um Lobisomem na Sé ou então deu de cara com uma mula sem cabeça no Cristo Redentor (Não que você dê de cara com cem porcento de pessoas lindas, mas...); isso nunca vai acontecer e por incrível que pareça, todos que alegam ter visto algo do tipo estavam sozinhos e aí o mistério se torna mais interessante, pois a dúvida pela verdade é maior, porém é tão bem contada que não tenho certeza se existe alguma dúvida.
Minha avó, quando me via fazendo faltas de educação, contava uma história chocante que me fazia borrar todo e passar noites sem dormir (por sinal, acho que nos dias de hoje, poderia processá-la). Ela contava o seguinte:
"Era uma vez um menino com idade por volta dos dez anos que era muito mal educado e morava apenas com a mãe que ainda era jovem, na casa dos trinta anos. Essa mãe não tinha pulso o suficiente pra impor regras nele e sabendo que suas birras e vontades iam além da força da pobre coitada, abusava ao máximo e as vezes chegava até a bater nela. Mas uma bela noite ela colocou a criança pra dormir como sempre fazia e foi para o quarto repousar depois de um dia muito difícil e o corpo estava tão cansado que ela logo pegou no sono, mas não durou muito, ela ouviu um barulho de uma janela quebrando e sem alguém para acompanhá-la e ver o que ocorria seu corpo foi tomado por um calafrio arrasador que a fez ficar grudada na cama, mas como sabia que o filho dormia sozinho, respirou, fez uma oração e foi andar na casa pra descobrir o que havia acontecido. Passo por passo ela chegou até a sala, que estava muito escura e quando ascendeu as luzes deu de cara com um menino pequeno, de uma perna só, que usava uma touca vermelha e fumava um cachimbo e a encarando firme ele sacou uma corda e foi para cima dela pulando, a derrubou e deu-lhe uma surra e depois de bater muito foi em direção ao quarto do garoto, abriu a porta e sem pensar muito deu-lhe também uma surra com aquela corda; ambos ficaram muito marcados, mas antes de ir embora aquele ser parou em frente a mãe e disse:
Seu filho está se tornando um monstro e antes que isso aconteça resolvi abrir seus olhos, então a partir de hoje ou você vai educá-lo melhor ou virei visitá-los mais vezes.
E a mãe com lágrimas nos olhos apenas acenou com a cabeça e aquele ser se transformou em um grande pé-de-vento e desapareceu."
Quando ela me contou essa história pela primeira vez, fiquei sem dormir quase uma semana, mas passei a arrumar minha cama todos os dias, as vezes lavava a louça, arrumava a cozinha e fazia questão de mostrar para minha mãe, afinal, sabe-se lá se aquilo resolvesse me visitar; teria pelo menos algum argumento para não apanhar tanto. As pessoas mais velhas não tinham escrúpulos para conversar com crianças e falavam sem minimizar palavras, mas nem por isso vi nenhuma criança crescer revoltada.
Casos de mula sem cabeça nunca ouvi, mas no interior de Minas as pessoas costumam ver muitas luzes e existem muitas casas abandonadas que os moradores ao redor alegam serem mal assombradas e não existe nada no mundo mais emocionante do que entrar em uma casa dessas na madrugada na intenção de jogar adrenalina no corpo e sair as pressas caso desse de cara com algo. Mas apesar de tudo, nunca vi nada, apenas sabia o que as pessoas contavam, como casas com poços sem fundo, quintais que ao entrar não se conseguia sair, luzes ascendendo sozinhas, lençóis voadores, e por ai vai.
Quem não conhece histórias e lendas, é melhor repensar sobre a vida, pois não existe nada mais aterrorizante do que uma lenda bem contada, no interior, por uma pessoa mais velha e de preferência na madrugada.

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