domingo, 24 de novembro de 2013

Turmas

          A adolescência... época de rebeldia dos jovens, em que vodca é bebida igual água. Nessa época conhecemos melhor os amigos que sempre convivemos e descobrimos que em casa são de um jeito e quando colocam o pé na rua conhecemos a real de cada um deles, soltam a franga.

          Grupo de amigos vemos em todo lugar, mas o que se passa dentro de cada grupo são coisas sinistras, afinal são diversas características juntas e misturadas, falando merda, mau de parentes e mau uns dos outros também e nada pelas costas, o que é pior; se for chamar de corno é na cara e o outro não recebe como ofensa e sim como companheirismo.

          Chamar a mãe de vagabunda, a avó de nojenta, o pai de chifrudo, a irmã de safada, a tia de pilantra, o avô de gigolô e se chamar de viado, biba, gay, são fatos super normais e os amigos riem disso ao invés de saírem no tapa. Ser chamado pelo nome é quase anormal, pois apelidos, sejam eles legais ou infames, não agridem ninguém. Caso você que está lendo, não saiba do que estou falando, provavelmente seu único amigo era o papagaio do vizinho.

          Grupos tem algumas manias e vícios. Particularmente, no grupo que eu frequentava, tínhamos a moda de jogar truco. Então se estávamos na rua, jogávamos truco, se estávamos no bar, jogávamos truco, se estávamos na missa, jogávamos truco, se estávamos no puteiro, jogávamos truco ou se estávamos em um ritual satânico, o zap era na testa e acompanhado de um:

- Puta que pariu corno! toma essa tinhoso!

          Fotos são coisas que marcam esses momentos, seja numa pizzaria de garagem ou na casa de um dos amigos que era obrigado a oferecer água, refrigerante e comida aos outros integrantes, caso não quisesse ser roubado e acredite, o roubo acontecia.

          Quando os anos passam, todos já estão evoluídos, casados, velhos, mas as piadas são as mesmas e a obscenidade reaparece como nos velhos tempos.

          Amigos... que sejam poucos, porém loucos!


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