Você já sentiu como se sua vida fosse todos os anos uma retrospectiva igual a que a Globo transmite? Que passa ano e sai ano e parece que sempre as mesmas merdas acontecem, porém em formatos e proporções diferentes? Pois bem... essa é sua realidade ou melhor, realidade de quem não é filho de um Boninho, Roberto Marinho, Silvio Santos, Eik... ops, esse não... Lula. Nem sempre a vida nos dá uma JBS para cultivarmos, mas sim, um pasto seco pra jogar água durante anos e de repente só colher três grãos de feijão, que provavelmente não serão mágicos e muito menos te levarão a um castelo nas nuvens para que você possa matar um gigante safado sem camisa e roubar dele um pato que bote ovos de ouro; pode apostar que não, você não fará essa omelete. Você já ouviu a expressão "meter o pé na jaca"? Com certeza sim, pois todo ano você faz isso com alguma atitude inconsequente, seja ela financeira ou comportamental.
Adoramos um luxinho, esbanjar um celularzinho novo, uma roupinha nova e só Deus sabe o que fazemos para pagar quando esse luxinho resolve ultrapassar as barreiras salariais, que são aquelas que o seu salário representa um muro de dois metros de altura e você ultrapassa cinco metros acima com gastos supérfulos; porém esse não é o problema... o problema é colocar os tijolos para cobrir esse espaço depois da merda toda realizada.
Vejamos como cobrir um rombo na sua vida. Primeiramente você pode optar por vender o corpo, mas tem que ser uma pessoa bonita, bem apessoada, que ama academia e que o espelho é parte integrante da sua vida, afinal, quem vive de x-bacon o máximo que vai conseguir é vender um bom papo e olhe la, isso não vai render dinheiro. Como segunda opção, você pode dar golpes ou ser o famoso agiota, mas para isso, você precisaria do dinheiro que torrou com o produto supérfulo e caso resolva vendê-lo, vai conseguir metade do preço que pagou ou até menos. Terceira opção, você pode trabalhar dignamente, porém nunca vi ninguém pagar suas dívidas em dia dessa forma e você tem uma quarta opção... fazer um empréstimo com juros a trinta e dois porcento ao mês e conseguir liquidar tudo, entretanto, fazendo uma nova dívida que irá demorar alguns bons anos para liquidar e entrará no ciclo de a cada nova oportunidade, um novo empréstimo.
Isso poderia ser pessimismo? Até poderia, mas essa é a realidade de milhões de pessoas que adoram um gastinho extra e não fazem a mínima ideia de como pagar. Durante esse processo ouvimos algumas opiniões legais que sempre gosto de compartilhar:
- É aquilo, ou você paga conta ou diverte.
- Você pode deixar de fazer isso hoje e morrer amanhã.
- Você tem que pensar sim no futuro, mas não pode deixar de viver o presente.
- Foda-se, você só vai fazer isso uma vez na vida.
- Juntar dinheiro e morrer, pra depois os outros brigarem por aquilo que você conquistou?
- Vai curtir sua vida, você é jovem.
- Comprar uma casa para morrer pagando? Nunca vai ser sua.
- Alugar um ap de 300 metros quadrados pra não receber ninguém em casa?
Já ouvi um pouco de cada uma dessas de diversas pessoas. Continuaria sendo pessimista insistindo em pagar tudo e ficar limpinho ou se embolando em mais dívidas? No momento prefiro me manter na retrospectiva 2018, acreditando que no segundo semestre a coisa anda... mas ai você descobre que Bolsonaro é candidato a presidente e Lula preso está em primeiro lugar nas pesquisas. Foda-se, vou fazer um empréstimo, viajar, torrar tudo e depois vejo o que faço.
